quarta-feira, 25 de maio de 2011

24 MAIO DIA DO TELEGRAFISTA




24 DE MAIO - DIA DO TELEGRAFISTA

A existência dos telegrafistas é desde o ano de 1884, uma vez que a
primeira linha telegráfica foi construída em 24 de maio de 1884, ligando
as cidades de Washington e Baltimore, nos Estados Unidos.

Quem transmitiu a primeira mensagem, usando essa linguagem nova foi
Samuel Finley Breese Morse, ao escrever em inglês ?What had God wright ?
(O Que Deus escreveu!), frase que foi repetida por outro telegrafista,
em Baltimore. Em Washington, onde terminavam os postes com fios
elétricos que conduziam a telegrafia, tinham como fim de linha, a sala
do Supremo Tribunal, no Capitólio. Como não poderia deixar de ser, o
próprio governo foi o primeiro usuário desse tipo de serviço, com a
finalidade também de enviar e receber mensagens entre seus pares.

Para quem visita ainda hoje essa sala do Supremo Tribunal, se depara
logo na porta, com uma placa alusiva a Morse, com aquela data.

O telégrafo se tornou, desde então, uma invenção muito importante para
as comunicações, encurtando as distâncias, através de um único e simples
manipulador de telegrafia que, através de pontos e linhas, deu um grande
impulso ao desenvolvimento dos países, no mundo inteiro.

Aqui no Brasil, a invenção de Morse foi muito elogiada por Getúlio
Vargas que, na época, evocou Morse como um grande herói, dizendo em seus
discursos que ele (Morse) foi um grande herói, não só na descoberta da
telegrafia, mas também como grande pintor, estudante de artes na
Inglaterra, onde fez suas exposições na Academia Real de Londres, ao
mostrar retratos pintados por ele, de muitos cidadãos importantes
daquela época. Morse foi também professor de pintura e escultura da
Universidade de New York.

Um pouco da história de Morse: quando morava em Paris, Morse iniciou os
seus estudos de eletricidade, tornando-se físico, logo depois
desenvolvendo experiências voltadas para o envio de mensagens a longas
distâncias, feitas num pequeno e improvisado laboratório. Foi através
dessas experiências que Morse chegou à invenção do telégrafo por fios,
que é um sistema de circuito eletromagnético. Foi depois dessa invenção
que Morse criou o alfabeto em telegrafia, o qual levou o seu nome.

No dia 24 de maio, comemora-se no Brasil o dia do telegrafista. Em 1944
o então Presidente da República Getúlio Vargas, instituiu o dia 24 de
Maio como o dia do telegrafista, em homenagem a todos os telegrafistas,
revelando uma perfeita consciência da importância dessa profissão.
Durante muitos anos a profissão de telegrafista era de enorme
importância, tanto para as empresas, como para os serviços públicos. O
telegrafista é o empregado das estações telegráficas. Sua função é a de
transmitir e receber mensagens. Para tanto, utilizava o Código Morse.

No Brasil o sistema Morse foi utilizado largamente nos Correios e
Telégrafos, bem como nas Estradas de Ferro de todo o país. Depois foi
utilizada por rádio, a Radiotelegrafia, em várias instituições de todos
os países, inclusive o Brasil, por delegacias de polícia, reitorias,
firmas comerciais, pelos próprios correios e vias Férreas, etc.

Atualmente, a telegrafia só é usada por muitas instituições, como via
opcional em casos de emergências, cabos submarinos interligando países,
faroleiros de navios de guerra, aeronáutica e exército, bem como pelos
radioamadores, como ?Hobby?, ou em casos de emergências, quando não
existir propagação, ou na falta de meios de comunicações usados nos dias
de hoje, como a telefonia e as transmissões digitais.

O exército, marinha e aeronáutica da Inglaterra ainda adotam a
Radiotelegrafia em suas comunicações e o que fez a Inglaterra ganhar a
guerra contra as Malvinas foram transmissões em radiotelegrafia usando a
estática como ?carrier?. Enquanto os argentinos esperavam escutar nos
seus rádios comunicações em SSB, AM ou mesmo Radiotelegrafia pura, dos
navios e aviões de guerra da Inglaterra que se dirigiam para lá, foram
surpreendidos pelo grande truque ESTÁTICO RADIOTELEGRÁFICO!

Nos EUA, mais precisamente na Pensilvania, a faculdade de Medicina dalí
está aconselhando as pessoas a aprenderam radiotelegrafia, pois está
provado que a prática do Morse evita a doença conhecida como Alzheimer.

Além disso, aqui mesmo no Brasil, na Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo, médicos estão orientando os doentes
acometidos de Acidente Vascular Cerebral e Trombose Vascular Cerebral a
praticarem telegrafia com os seus familiares, pois esses acometidos
dessas doenças ficam impossibilitados de falar. A coisa funciona assim:
simplesmente um familiar do paciente segura uma tabela com o código
Morse e o paciente vai batendo com o dedo num manipulador e formando as
palavras e frases que ele quer falar para a família!







quinta-feira, 19 de maio de 2011

Rodada Anoitecer no Rio Grande - 19/05/2011

"QUE DIACHO! EU GOSTAVA DO MEU CUSCO "

Que diacho! Eu gostava do meu cusco..
Entendo. Envelheci entendendo.
Bicho não tem alma, eu sei bem,
mas será que vivente tem?


Que diacho! Eu gostava do meu cusco.
Era uma guaipeca amarelo,
baixinho, de perna torta,
que me seguiu num domingo,
de volta de umas carreira.


Eu andava abichornado,
bebendo mais que o costume,
essas coisa de rabicho, de ciúme,
vocês me entendem? Ele entendeu.


Passei o dia bebendo
e ele ali no costado
me olhando de atravessado,
esperando por comida.


Nesse tempo era magrinho
que aparecia as costela.
Depois pegou mais estado
mas nunca foi de engordá.


Quando veio meu guisado,
dei quase tudo prá ele.
Um pouco, por pena dele,
e outro, que nesse dia,
só bebida eu engolia
por causa dos pensamento.


Já pela entrada do sol,
ainda pensando na moça
e nas miséria da vida,
toquei de volta prás casa
e vi que o cusco magrinho
vinha troteando pertinho,
com um jeito encabulado


Volta prá casa, guaipeca!
Ralhei e ralhei com ele.
Parava um pouco, fugia,
farejava qualquer coisa,
depois voltava prá mim.
O capataz não gostou,
na estância só tinha galgo,
mas o guaipeca ficou.


Botei-lhe o nome de sorro,
as crianças, de brinquinho,
mas o nome que pegou
foi de guaipeca amarelo.


Mas nome não é o que importa.
Bicho não tem alma, eu sei bem.
Mas será que vivente tem?


Ficou seis anos na estância.
Lidava com gado e ovelha
sempre atento e voluntário.
Se um boi ganhava no mato,
o guaipeca só voltava
depois de tirá prá fora.


E nunca mordeu ninguém!
Nem as índia da cozinha
que inticava com ele.
Nem ovelha, nem galinha,
nem quero-quero, avestruz.
Com lagarto, era o primeiro
e mesmo pequininho
corria mais do que um pardo.


E tudo ia tão bem...
Até que um dia azarado
o patrãozinho noivou
e trouxe a noiva prá estância.


Era no mês de janeiro,
os patrão tava na praia,
e veio um mundo de gente,
tudo em roupa diferente,
até colar, home usava,
e as moça meio pelada,
sem sê na hora do banho,
imagino lá no arroio,
o retoço da moçada.


Mas bueno, sou d'outro tempo,
das trança e saia rodada,
até aí não tem nada,
que a gente respeita os branco,
olha e finge que não vê.
O pior foi o meu cusco,
que não entendeu, por bicho,
a distância que separa
um guaipeca de peão
da cachorrinha mimosa
da noiva do meu patrão.


Era quase de brinquedo
a cachorrinha da moça.
Baixinha, reboladera,
pêlo comprido e tratado,
andava só na coleira
e tinha medo de tudo,
por qualquer coisa acoava.


Meu cusco perdeu o entono
quando viu a cachorrinha.
E lhes juro que a bichinha
também gostou do meu baio.
Mas namoro, só de longe
que a cusca era mais cuidada
que touro de exposição.


Mas numa noite de lua,
foi mais forte a natureza.
A cadela tava alçada
e o guaipeca atrás dela
entrou por uma janela
e foi uma gritaria
quando encontraram os dois.


Achei graça na aventura,
até que chegou o mocito,
o filho do meu patrão,
e disse prá o Vitalício
que tinha fama de ruim:
Benefecia o guaipeca
prá que respeite as família!
Parecia até uma filha
que o cusco tinha abusado.


Perdão, lhe disse, o coitado
não entende dessas coisa.
Deixe qu'eu leve prá o posto
do fundo, com meu compadre,
depois que passá o verão.
Capa o cusco, Vitalício!
E tu, pega os teus pertence
e vai buscá o teu cavalo.


Me deu uma raiva por dentro
de sê assim despachado
por um piazito mijado
e ainda usando colar.
Mas prometi aqui prá dentro:
mesmo filho do patrão,
no meu cusco ninguém toca.
Pego ele, vou m'embora
e acabou-se a função.


Que diacho! Eu gostava do meu cusco.
Bicho não tem alma, eu sei bem.
Mas será que vivente tem?


Campiei ele no galpão,
nos brete, pelas mangueira
e nada do desgraçado.
No fim, já meio cansado,
peguei o ruano velho
e fui buscá o meu cavalo.


Com o tordilho por diante,
vinha pensando na vida.
Posso entrá numa comparsa,
mesmo no fim das esquila.
Depois ajeito os apero
e busco colocação,
nem que seja de caseiro,
se nã me ajustam de peão.
E levo o cusco comigo
pois foi o único amigo
que nunca negou a mão.


Nisso, ouvi a gritaria
e os ganido do meu cusco
que era um grito de susto,
de medo, um grito de horror.
Toquei a espora no ruano
mas era tarde demais.
Tinham feito a judiaria
e o pobrezinho sangrava,
sangrava de fazê poça
e já chorava fraquinho.


Peguei o cusco no colo
e apertei o coração.
O sangue tava fugindo,
não tinha mais esperança.
O cusco foi se finando
e os meus olho chorando,
chorando que nem criança.


Que diacho! Eu gostava do meu cusco.
Bicho não tem alma, eu sei bem.
Mas será que vivente tem?


Nessa hora desgraçada
o tal mocito voltou
prá sabê pelo serviço.
Botei o cusco no chão,
passei a mão no facão
e dei uns grito com ele,
com ele e com o Vitalício!


Ele puxô do revólver
mas tava perto demais.
Antes que a bala saísse,
cortei ele prá matá.
Foi assim, bem direitinho.
Eu não tô aqui prá menti.
É verdade qu'eu fugi
mas depois me apresentei.
Me julgaram e condenaram
mas o pior que assassino,
foi dizerem que o motivo
era pouco prá o que fiz...


Que diacho! Eu gostava do meu cusco.
Bicho não tem alma, eu sei bem.
Mas será que vivente tem?




Odilon Ramos

Composição: Alcides Vargas Chiuchi

73
PU3BSM

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Dia Internacional das Telecomunicaçöes


Resumo das Comunicaçöes na España
 
1852 - Construçäo da rede telegráfica na Espanha
1855 - Oferta e solicitaçäo da telegrafia a nivel comercial
1867 - Telégrafo sem cabos na Espanha
1877 - Inicio do uso do telefone na Espanha (1 ano após ao invento)
1925 - Em Paris/França, fundada a IARU
 
ABRAÇO A TODOS
 
PU3BSM - Luis
Barcelona/España
http://personales.ya.com/guerreirosbp/


 

terça-feira, 3 de maio de 2011

PY3CNQ - João Azolin

A PY3CNQ - João Azolin, o homem que tem a maior coleção de rádios antigos....
 
Informação do PY3NK - Nelson.